Com produtos orgânicos e artesanais, novo ponto de encontro acontece aos sábados a partir das 9h30





A produtora artesanal se uniu a outras duas do mesmo nicho para criarem a Anis Pães e Doces Artesanais. “O movimento aqui é muito bom, as pessoas estão começando a vir e a clientela é muito boa”, destacou. Segundo ela, por ser um ponto novo, é preciso constância, mas com o acolhimento da população local, a tradição deve perdurar ao longo dos meses e anos.
Gilson Lázaro Gonçalves é proprietário da Vai de Beer, que oferece chopes artesanais, e também está no local desde o começo da feira. Em frente ao “truck” com os litros de chope, ele dispõe mesas e cadeiras para que os clientes, moradores das quadras arredores, possam sentar, conversar, apreciar o dia e aproveitar a bebida gelada.

A empresa começou em 2017 e também participa de outras feiras no Distrito Federal ao longo da semana. “Aos sábados eu participo da feira por aqui. O pessoal é assíduo, já tenho clientes fixos, vamos ter mais barracas”, disse. “Começamos de forma caseira no início e hoje somos uma cervejaria cigana, conceito em que passamos a receita para uma fábrica e ela envasa e entrega para nós, mas com a receita da Vai de Beer”, explicou.
“Estamos com a expectativa de crescimento [na feira]. O pessoal está começando a vir e perceber que estamos aqui todo sábado. E com essa constância nós vamos aumentando o nosso público”, afirmou.
Para Antônio Fortes da Silva, 50, o espaço é acolhedor e a presença dos moradores é animadora para a valorização do produtor orgânico. Ele representa a empresa Palmares Agricultura Orgânica e Biodinâmica e vê um bom futuro para a nova feira. “Aqui está excelente, graças a Deus, estou adorando as pessoas aqui. Sai de tudo um pouco das frutas e verduras, além dos ovos caipiras também”, comentou.

Entre as opções, ele vende melancia, acelga, couve, brócolis, cebola, rúcula, hortelã, manjericão, cebolinha, batata doce, maçã, variedades de bananas, abacaxi, alho, mexerica, entre outros. “Está dando certo”, afirmou.
Felipe Pereira, 49, é um dos clientes que está quase todo sábado na feira para consumir dos produtores locais. Juntamente com os filhos, o empresário da área financeira destaca que a presença das tendas ali é muito mais prática para os moradores. “Nós passamos aqui para prestigiar o pessoal que vem vender os produtos deles, prestigiar o pequeno produtor, que é importante”, disse.
“Trago a família para cá para passar um tempo, nós temos que estimular essa cadeia produtiva, dos pequenos. Assim todo mundo ganha. E o chope é ótimo, para todos, desde o paladar mais simples, como o meu, até o mais sofisticado. Aqui tem uns bolos e uns pães que são muito bons também, recomendo. É algo de vizinhança que, enquanto durar, estarei aqui presente – e tomara que dure para sempre”, finalizou.
O presidente da associação dos moradores, Matheus Valverde, 39, destaca que essa é uma iniciativa que estava há muito sendo demandada pelos moradores, que sentiam falta de um comércio mais próximo de casa. Na região, pela distância da área comercial, só era possível fazer tais tipos de consumo a carro. Com a feira, muitos vão à pé buscar os itens que precisam ou querem saborear em família.
“É muito bom porque agrega à comunidade e as pessoas se encontram. Aqui nessa região tem poucos comércios próximos, então facilita muito, ainda mais se a pessoa quer comprar produtos frescos no fim de semana. A adesão tem sido muito bacana e positiva, tanto para os moradores quanto para os produtores. Muita gente da vizinhança vem prestigiar e também tem um espaço para as crianças”, disse.
Movimento às quintas
Além da feira aos sábados, no mesmo local às quintas-feiras acontece outro encontro gastronômico – este com música ao vivo –, sendo também opção de lazer para os moradores da região. Das 18h às 22h, a quadra recebe food trucks e tendas com variedades de hambúrgueres, massas, cachorros quentes, bruschetta, vinhos e cerveja.

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