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PÁ portal das Notícias | Caso Hospital Anchieta entra na fase final de instrução com depoimento dos acusados

A audiência de instrução do caso que investiga a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, chega ao último dia nesta segunda-feira (8). A etapa é considerada fundamental para a produção de provas e contará com o depoimento dos três técnicos de enfermagem acusados de participação nos crimes.

Serão ouvidos Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, além de outras nove testemunhas. Os acusados serão os últimos a prestar esclarecimentos durante a sessão realizada no Tribunal do Júri de Taguatinga.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), 23 testemunhas de acusação e defesa já foram ouvidas ao longo das audiências, iniciadas em 27 de maio. Inicialmente, a fase de instrução estava prevista para ser concluída em três dias, mas precisou ser ampliada devido à quantidade de depoimentos.

O processo tramita sob segredo de Justiça, o que restringe o acesso aos depoimentos às partes envolvidas e aos interessados previamente cadastrados. Um pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para tornar públicas as audiências foi negado pelo magistrado responsável pelo caso.

Os três técnicos são réus por homicídios e tentativas de homicídio ocorridos dentro da unidade hospitalar. Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), eles teriam administrado doses elevadas de medicamentos em pacientes internados na UTI, provocando paradas cardiorrespiratórias.

As vítimas apontadas na denúncia são Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; e a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Além dos homicídios consumados, o Ministério Público também atribui aos acusados cinco tentativas de homicídio.

A investigação teve início após o próprio Hospital Anchieta comunicar às autoridades a ocorrência de mortes consideradas atípicas e com características semelhantes. A partir da denúncia, a Operação Anúbis foi deflagrada pela Polícia Civil, resultando na prisão dos suspeitos em janeiro deste ano.

Atualmente, os três permanecem presos preventivamente. Marcos Vinícius está custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, enquanto Amanda Rodrigues e Marcela Camilly seguem na Penitenciária Feminina do Distrito Federal.

Além dos casos já denunciados, a Polícia Civil continua apurando outras seis mortes registradas na unidade hospitalar entre pacientes idosos, ocorridas em dezembro de 2025. As investigações seguem sob responsabilidade da 12ª Delegacia de Polícia de Taguatinga.

Após o encerramento da fase de instrução, o processo seguirá para as próximas etapas judiciais, quando a Justiça decidirá se os réus serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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