Search

PÁ Portal das Notícias | Empresa com participação de Paula Belmonte enfrenta cobrança superior a R$ 3 milhões

Empresa que tem Paula Belmonte como sócia é alvo de penhora em cobrança de mais de R$ 3 milhões

Uma empresa que tem entre seus sócios a deputada distrital e candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) enfrenta uma cobrança judicial que ultrapassa R$ 3 milhões. O processo envolve a Alvoran Investimento, Participações e Administração e a aquisição de uma gráfica realizada em 2022.

Segundo informações do processo divulgadas pelo Metrópoles, a Alvoran comprou a Global Gráfica e Editora, em junho de 2022, por R$ 1,7 milhão. O antigo proprietário afirma que recebeu apenas R$ 200 mil de sinal e que outras cinco parcelas previstas no contrato não foram pagas. A ação de execução foi apresentada em março de 2023.

A Justiça determinou, em agosto de 2023, a penhora de um crédito pertencente à Alvoran, limitada a R$ 1,64 milhão, além de 50% de um imóvel duplex localizado no Lago Norte. Posteriormente, também foi autorizada a penhora de participações societárias de outras empresas relacionadas aos envolvidos.

A Alvoran contestou a cobrança, argumentando que encontrou divergências na situação financeira e operacional da gráfica e que o negócio teria sido desfeito, com a devolução da empresa ao antigo proprietário.

Em julho de 2024, porém, a 3ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília rejeitou os embargos apresentados pela Alvoran e manteve as penhoras. A empresa voltou a recorrer, mas a decisão foi mantida pela 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal em maio de 2025. Para o colegiado, o valor referente à compra continuava exigível porque não teria ocorrido a resolução do contrato.

Defesa diz que Paula tem participação minoritária

Em nota, a assessoria de Paula Belmonte afirmou que a operação empresarial foi conduzida pelo marido da parlamentar, o advogado Luis Felipe Belmonte, e ressaltou que Paula possui participação minoritária de 7% na Alvoran.

A defesa sustenta que, durante a aquisição, teria sido identificado um passivo que não havia sido informado anteriormente. Por esse motivo, a empresa teria optado por não continuar com o negócio, utilizando uma cláusula contratual que, segundo a defesa, permitia o desfazimento da operação caso o restante do valor não fosse pago dentro do prazo estabelecido.

Ainda de acordo com a assessoria, a gráfica teria permanecido sob posse e administração do vendedor. A defesa argumenta que essa cláusula contratual não teria sido considerada nas decisões judiciais proferidas até agora e informou que pretende adotar novas medidas judiciais para discutir o caso.

A cobrança ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026, na qual Paula Belmonte disputa o Governo do Distrito Federal. O processo, entretanto, é de natureza empresarial e tramita na Justiça desde 2023.

Deixe um comentário

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email
Search