A força da caneta, Celina busca recompor base e reaproximar aliados
Com o enfraquecimento do poder de decisão — simbolizado nos bastidores como o “fim da caneta” —, a ex-gestora Celina iniciou um movimento estratégico para reaproximar antigos aliados e reconstruir sua base política.
A mudança de postura ocorre em um momento delicado, em que lideranças que antes orbitavam seu grupo passaram a buscar novos espaços de influência, diante da redução de cargos e da perda de protagonismo nas articulações institucionais.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o novo cenário exige mais diálogo e menos imposição. Sem a estrutura administrativa que antes garantia fidelidade automática, Celina tem apostado em conversas diretas, acenos públicos e gestos políticos para reatar relações desgastadas ao longo do tempo.
A estratégia inclui encontros reservados, participação em agendas coletivas e a tentativa de reconstruir pontes com figuras que se afastaram durante o período de maior concentração de poder. A leitura é de que, sem a caneta, a política volta ao seu formato mais tradicional: o da construção paciente de alianças.
Apesar das dificuldades, aliados mais próximos afirmam que ainda há capital político a ser mobilizado, especialmente entre lideranças que mantêm vínculos históricos com o grupo. O desafio, no entanto, será transformar essa memória política em apoio concreto diante de um ambiente mais competitivo e fragmentado.
