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PÁ Portal das Notícias : Postos de combustíveis do DF seguem condenados por cartel, decide Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negou recurso e manteve a condenação de sete redes de postos que atuam no mercado de revenda de combustíveis no Distrito Federal e Entorno por formação de cartel. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (24/3). Ao todo, as multas aplicadas ultrapassam R$ 154,5 milhões.

A decisão foi proferida pelo conselheiro-relator Jacques Vieira Gomes, que rejeitou os pedidos de reconsideração e revisão apresentados pelas empresas. As redes já haviam sido condenadas em 26 de junho de 2025, e o processo transitou em julgado na esfera administrativa, restando agora apenas a possibilidade de recursos na Justiça.

As empresas condenadas são:

  • Auto Posto Millennium 2000 Ltda. (Millennium S/A)
  • Braspetro Comércio de Combustíveis Ltda. (Braspetro Participações Ltda.)
  • Petroil Combustíveis Ltda. (Petroil Consultoria Empresarial Ltda.)
  • Gás & Oil – Comércio de Combustíveis Ltda. (Gás & Oil Consultoria Empresarial Ltda.)
  • Posto Estrada Park Ltda. (Estrada Park Consultoria Empresarial Ltda.)
  • Auto Posto Ceilândia Norte Ltda. (CN Consultoria Empresarial Ltda.)
  • Águas Claras Posto de Serviços Ltda.
  • Valparaíso Representação Comercial de Combustíveis Ltda.

Além das pessoas jurídicas, também foram responsabilizadas pessoas físicas, entre elas Marcos Pereira Lombardi e Cláudio José Simm, que tiveram seus recursos rejeitados, mantendo-se válidas as sanções impostas.

Instaurado pela Superintendência-Geral do Cade em 2020, o processo administrativo teve início a partir de denúncia feita pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que apontou indícios de combinação de preços entre postos da capital.

Segundo o Cade, a investigação reuniu um conjunto robusto de provas, obtidas por meio de acordo firmado com a Rede Cascol, além de buscas, apreensões e escutas telefônicas realizadas durante a Operação Dubai, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

O acordo com a rede investigada previu, entre outras obrigações — já cumpridas —, o pagamento de contribuição superior a R$ 90 milhões, além da adoção de medidas para reduzir sua participação no mercado e reforçar mecanismos de controle interno, como a reestruturação societária.

O portal tentou contato com as empresas e pessoas citadas na reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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